terça-feira, 30 de julho de 2013

IDHM de Mossoró: visualizações

 
O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de Mossoró é 0,720, em 2010. O município está situado na faixa de Desenvolvimento Humano Alto (IDHM entre 0,700 e 0,799). Entre 2000 e 2010, a dimensão que mais cresceu em termos absolutos foi Educação (com crescimento de 0,194), seguida por Renda e por Longevidade. Entre 1991 e 2000, a dimensão que mais cresceu em termos absolutos foi Educação (com crescimento de 0,183), seguida por Longevidade e por Renda.

Evolução
 
Entre 2000 e 2010
O IDHM passou de 0,596 em 2000 para 0,720 em 2010 - uma taxa de crescimento de 20,81%. O hiato de desenvolvimento humano, ou seja, a distância entre o IDHM do município e o limite máximo do índice, que é 1, foi reduzido em 30,69% entre 2000 e 2010.
Entre 1991 e 2000
O IDHM passou de 0,470 em 1991 para 0,596 em 2000 - uma taxa de crescimento de 26,81%. O hiato de desenvolvimento humano, ou seja, a distância entre o IDHM do município e o limite máximo do índice, que é 1, foi reduzido em 23,77% entre 1991 e 2000.

Entre 1991 e 2010
Mossoró teve um incremento no seu IDHM de 53,19% nas últimas duas décadas, acima da média de crescimento nacional (47,46%) e abaixo da média de crescimento estadual (59,81%). O hiato de desenvolvimento humano, ou seja, a distância entre o IDHM do município e o limite máximo do índice, que é 1, foi reduzido em 47,17% entre 1991 e 2010.

Ranking
 
Mossoró ocupa a 1301ª posição, em 2010, em relação aos 5.565 municípios do Brasil, sendo que 1300 (23,36%) municípios estão em situação melhor e 4.265 (76,64%) municípios estão em situação igual ou pior. Em relação aos 167 outros municípios de Rio Grande do Norte, Mossoró ocupa a 3ª posição, sendo que 2 (1,20%) municípios estão em situação melhor e 165 (98,80%) municípios estão em situação pior ou igual.

População
 
Entre 2000 e 2010, a população de Mossoró teve uma taxa média de crescimento anual de 1,97%. Na década anterior, de 1991 a 2000, a taxa média de crescimento anual foi de 1,19%. No Estado, estas taxas foram de 1,01% entre 2000 e 2010 e 1,02% entre 1991 e 2000. No país, foram de 1,01% entre 2000 e 2010 e 1,02% entre 1991 e 2000. Nas últimas duas décadas, a taxa de urbanização cresceu -1,00%.

Estrutura Etária
 
Entre 2000 e 2010, a razão de dependência de Mossoró passou de 54,23% para 42,87% e o índice de envelhecimento evoluiu de 5,39% para 6,33%. Entre 1991 e 2000, a razão de dependência foi de 68,20% para 54,23%, enquanto o índice de envelhecimento evoluiu de 4,49% para 5,39%.
 
Longevidade, mortalidade e fecundidade
 
A mortalidade infantil (mortalidade de crianças com menos de um ano) em Mossoró reduziu 48%, passando de 34,6 por mil nascidos vivos em 2000 para 17,9 por mil nascidos vivos em 2010. Segundo os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas, a mortalidade infantil para o Brasil deve estar abaixo de 17,9 óbitos por mil em 2015. Em 2010, as taxas de mortalidade infantil do estado e do país eram 19,7 e 16,7 por mil nascidos vivos, respectivamente.
A esperança de vida ao nascer é o indicador utilizado para compor a dimensão Longevidade do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM). Em Mossoró, a esperança de vida ao nascer aumentou 9,8 anos nas últimas duas décadas, passando de 63,9 anos em 1991 para 69,3 anos em 2000, e para 73,6 anos em 2010. Em 2010, a esperança de vida ao nascer média para o estado é de 72,5 anos e, para o país, de 73,9 anos.
 
Educação
 
Crianças e Jovens

A proporção de crianças e jovens frequentando ou tendo completado determinados ciclos indica a situação da educação entre a população em idade escolar do município e compõe o IDHM Educação.
No período de 2000 a 2010, a proporção de crianças de 5 a 6 anos na escola cresceu 6,14% e no de período 1991 e 2000, 68,47%. A proporção de crianças de 11 a 13 anos frequentando os anos finais do ensino fundamental cresceu 41,23% entre 2000 e 2010 e 84,65% entre 1991 e 2000.
A proporção de jovens entre 15 e 17 anos com ensino fundamental completo cresceu 68,93% no período de 2000 a 2010 e 116,74% no período de 1991 a 2000. E a proporção de jovens entre 18 e 20 anos com ensino médio completo cresceu 113,76% entre 2000 e 2010 e 125,90% entre 1991 e 2000.
 Em 2010, 61,60% dos alunos entre 6 e 14 anos de Mossoró estavam cursando o ensino fundamental regular na série correta para a idade. Em 2000 eram 56,83% e, em 1991, 33,32%. Entre os jovens de 15 a 17 anos, 31,20% estavam cursando o ensino médio regular sem atraso. Em 2000 eram 19,32% e, em 1991, 6,41%. Entre os alunos de 18 a 24 anos, 16,95% estavam cursando o ensino superior em 2010, 5,89% em 2000 e 4,11% em 1991.
Nota-se que, em 2010 , 2,32% das crianças de 6 a 14 anos não frequentavam a escola, percentual que, entre os jovens de 15 a 17 anos atingia 16,00%.
 
População Adulta
 
A escolaridade da população adulta é importante indicador de acesso a conhecimento e também compõe o IDHM Educação.
Em 2010, 56,48% da população de 18 anos ou mais de idade tinha completado o ensino fundamental e 40,60% o ensino médio. Em Rio Grande do Norte, 48,60% e 33,75% respectivamente. Esse indicador carrega uma grande inércia, em função do peso das gerações mais antigas e de menos escolaridade.
A taxa de analfabetismo da população de 18 anos ou mais diminuiu 13,14% nas últimas duas décadas.
 
Anos Esperados de Estudo
 
Os anos esperados de estudo indicam o número de anos que a criança que inicia a vida escolar no ano de referência tende a completar. Em 2010, Mossoró tinha 9,97 anos esperados de estudo, em 2000 tinha 9,41 anos e em 1991 8,26 anos. Enquanto que Rio Grande do Norte, tinha 9,54 anos esperados de estudo em 2010, 8,56 anos em 2000 e 7,51 anos em 1991.
 
Renda
 
A renda per capita média de Mossoró cresceu 132,02% nas últimas duas décadas, passando de R$258,72 em 1991 para R$359,78 em 2000 e R$600,28 em 2010. A taxa média anual de crescimento foi de 39,06% no primeiro período e 66,85% no segundo. A extrema pobreza (medida pela proporção de pessoas com renda domiciliar per capita inferior a R$ 70,00, em reais de agosto de 2010) passou de 21,13% em 1991 para 12,53% em 2000 e para 3,72% em 2010.
A desigualdade diminuiu: o Índice de Gini passou de 0,57 em 1991 para 0,57 em 2000 e para 0,52 em 2010. 
Entre 2000 e 2010, a taxa de atividade da população de 18 anos ou mais (ou seja, o percentual dessa população que era economicamente ativa) passou de 60,80% em 2000 para 64,09% em 2010. Ao mesmo tempo, sua taxa de desocupação (ou seja, o percentual da população economicamente ativa que estava desocupada) passou de 19,86% em 2000 para 10,07% em 2010.
Em 2010, das pessoas ocupadas na faixa etária de 18 anos ou mais, 5,67% trabalhavam no setor agropecuário, 4,50% na indústria extrativa, 8,52% na indústria de transformação, 9,78% no setor de construção, 0,76% nos setores de utilidade pública, 19,72% no comércio e 43,71% no setor de serviços.
 
 
 

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