quarta-feira, 31 de julho de 2013

"Turismo, História e Gastronomia: uma viagem pelos sabores". Resenha e reflexões.

Thadeu de Sousa Brandão, Sociólogo, Doutor em Ciências Sociais, Professor de Sociologia da UFERSA e Consultor de Segurança Pública da OAB/RN.

Publicado na íntegra na Revista Turismo: Estudos e Práticas da UERN.




Falar sobre gastronomia, seus aspectos sociais, culturais e históricos não é assunto inédito nas searas acadêmicas. No século passado, Luís da Câmara Cascudo imortalizou o tema com sua “História da Alimentação no Brasil”, cujo teor de nova história e de análise de condutas cotidianas se tornaria traço definitivo das novas escolas de história, principalmente na França.
Cascudo (1967) nos mostra que nosso menu está sujeito a barreiras intransponíveis, construídas pelo costume de milênios. O que chamamos de padrão alimentar nada mais é do que “uma rede comunicante de padrões alimentares equivalentes” (p. 13). O prestígio que envolve nossos velhos pratos
independe de qualquer utilidade nutritiva. Comemo-los simplesmente pela tradição. Concordando com esta afirmativa, Silva (1999) nos informa que,

Os hábitos alimentares resistem à mudança, mesmo que profunda, do ambiente social. Os imigrantes, por exemplo, embora abandonem algumas das tradições de seu país de origem, permanecem fiéis às tradições culinárias. Há uma ligação simbólica entre essas tradições alimentares e a mãe-pátria. Conscientes ou não – mais frequentemente, inconscientes – ao ingerir o alimento os indivíduos agem para reafirmar o critério de identidade. Os alimentos contendo um valor simbólico são oferecidos aos compatriotas e com isso há uma continuidade nessa relação, uma forma de comunhão (p. 41). 

Para ler o artigo na íntegra, clique AQUI.

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