quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A guerra às drogas na agenda política

Edmilson Lopes Júnior, Sociólogo, Doutor em Ciências Sociais e Professor de Sociologia da UFRN, onde exerce o cargo de Pró-Reitor de Extensão.
A guerra às drogas foi o caminho dos republicanos, na campanha eleitoral de Nixon, para derrotar a agenda social democrata. Deu a vitória à campanha republicana e um mote para o Complexo Industrial Militar. Ninguém, nem o Obama, reverteu essa agenda.
Para a América Latina, o que essa agenda custa em termos sociais, políticos, econômicos e culturais?
Antes de se juntar a uma ou outra torcida (é, na maioria das vezes, de torcida que estamos tratando), deveríamos resgatar um pouco a história dessa guerra.
A pergunta de sempre é que deve nos orientar: cui bono? A quem interessa? A quem interessa a continuidade dessa guerra.
No México, somente nos últimos cinco anos, mais de 60 mil pessoas foram, direta ou indiretamente, mortas nessa guerra. E, após prisões de capos, narcotraficantes, policiais e políticos corruptos, o narcotráfico continua forte e dando as cartas.
É hora de deixarmos de lado velhas certezas e buscarmos, com inteligência, uma política que, alicerçada na defesa da vida, da liberdade e da democracia, oriente a nossa agenda política.

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