Sobre o autor


Thadeu de Sousa Brandão

Sociólogo, Mestre e Doutor em Ciências Sociais pela UFRN. Professor Adjunto de Sociologia da UFERSA e do Mestrado Acadêmico Interdisciplinar em "Cognição, Tecnologias e Instituições" (CCSAH/UFERSA) - (Nota 4 CAPES). Líder do grupo de Pesquisa "Observatório da Violência do RN". Autor de "Atrás das Grades: habitus e interação social no sistema prisional", "A Senhora do Sertão: a Festa de Sant'Ana de Caicó" e co-autor de "Rastros de Pólvora: Metadados 2015" e de "Observatório Potiguar 2016: Mapa da Violência do RN". Apresentador do Programa Observador Político da TV Mossoró e 93FM. Colunista do Jornal O Mossoroense.

Política, Sociologia, Ciência, Cultura e Filosofia. Blog criado em 22 de Outubro de 2012 e organizado por Thadeu de Sousa Brandão.

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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Custos e Concorrência Empresarial

Tomislav R. Femenick, Mestre em Economia, pela PUC-SP , jornalista e bacharel em Ciências Contábeis pela Universidade Cidade de São Paulo. 

Na íntegra via Site do Tomislav.


Os modernos meios de comunicação transformaram o mundo em uma verdadeira aldeia e, no campo dos negócios, impuseram um sistema concorrencial onde os custos são determinantes para a sobrevivência das sociedades empresárias. O resultado é que as empresas grandes, médias e pequenas, de todos os setores e de todos os lugares, estão vivenciando um período de competitividade nunca registrado na história.
Nessa circunstância, os gestores das empresas estão cada vez mais atentos para a contenção das despesas. Por desconhecerem os elementos básicos do que sejam custos, muitas vezes eles agem de forma confusa. Todavia, para se compreender esse assunto é necessário compreender a diferença entre o conceito geral sobre custos, as concepções contábeis e econômicas sobre a matéria e, também, a terminologia geralmente usada pelos profissionais da área.
O conceito geral diz que custo é a avaliação, em unidades de valor, de todos os bens materiais e imateriais, trabalho e serviços consumidos pela empresa, na produção de seus produtos ou serviços, bem como aqueles consumidos na manutenção de suas instalações e equipamentos. Vistos dessa forma, custos é um conceito teórico que está diretamente relacionado com a ideia de utilização de mão de obra, recursos da natureza, trabalho e tecnologia para a produção de bens e serviços – e nada mais. Porém não é bem assim.
Para as Ciências Econômicas, os custos são estudados com o objetivo de se fazer a melhor alocação possível de recursos, visando alcançar o melhor índice possível de lucro. Essa é uma matéria se não complexa, porém vital para o comportamento das organizações produtivas e mercantis. É estudada desde os mais antigos compêndios de economia clássica, quer sob o ponto de vista liberal, sob o prisma socialista ou de outras correntes.
No século XIX, Adam Smith já dizia que os custos são iguais a remuneração dos fatores de produção, exemplificando: “renda da terra, os salários dos trabalhadores e os lucros do capital empregado em criar, preparar e transportar o bem até o mercado”.
Embora questionando os seus métodos sobre o valor da remuneração dos trabalhadores, no século seguinte Marx usa a base teórica de Adam Smith e conceitua como custos os dispêndios com matéria-prima, matérias secundárias, máquinas e equipamentos (o desgaste das) e fretes. Em suma, o valor dos insumos materiais, e mais os dispêndios com mão de obra, energia, estocagem e, também, reconhece a remuneração da renda da terra. Entre as grandes diferenças no pensamento desses dois grandes teóricos é que Marx insere novos protocolos conceituais no fator trabalho e inclui mais um elemento de custo. Se, no seu entender, a mão de obra é o fator preponderante da produção, quanto maior for a taxa de remuneração do fator capital, maior seria a “mais valia”, ou seja, a diferença entre o preço de venda do bem ou serviço, a soma do valor dos bens utilizados para produzi-los e os salários dos trabalhadores. Já os custos ocultos seriam o resultado da contraposição de forças entre o valor de uso da mercadoria e o valor [custo] de sua manufatura. Esses dois representantes das duas maiores correntes de pensamento econômico são suficientes para o nosso propósito.
A evolução das Ciências Econômicas fez com que o fenômeno “custos” passasse a tratado de outra maneira, embora que usando os elementos básicos do pensamento clássico. Atualmente a abordagem que se faz dos custos é voltada para análises e projeções dos “custos de oportunidades” ou de “custos de uso alternativo”, fazendo-se estudos sobre a oportunidade de se produzir dado bem ou serviço, abstendo-se de elaborar outros produtos. A opção de renúncia, a produção dos bens que não considerados para manufatura é o custo de aquisição dos bens produzidos; ao se utilizar os recursos da empresa para manufaturar determinado produto, esses mesmos recursos não poder ser usado na elaboração de outras mercadorias.
Dai porque do cuidado exigido no planejamento da produção futura e nas análises da produção presente; ambos (planejamento e análises) ensejam evidenciar a escolha mais racional. O primeiro (a visão presente da produção futura) identificando as várias proposições de manufatura, considerando que todas são excludentes entre si; a escolha de uma delas inviabiliza as demais. A segunda (os exames da produção havida) verificando o nível de acerto das projeções e o grau de aproximação entre a produção planejada e a produção efetiva, realizada. Em ambos os procedimentos, tem-se o primado da melhor alocação de recursos, tendo por finalidade maximizar o resultado operacional e, por seu intermédio, alcançar a otimização dos lucros.

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