Sobre o autor


Thadeu de Sousa Brandão

Sociólogo, Mestre e Doutor em Ciências Sociais pela UFRN. Professor Adjunto de Sociologia da UFERSA e do Mestrado Acadêmico Interdisciplinar em "Cognição, Tecnologias e Instituições" (CCSAH/UFERSA) - (Nota 4 CAPES). Líder do grupo de Pesquisa "Observatório da Violência do RN". Autor de "Atrás das Grades: habitus e interação social no sistema prisional", "A Senhora do Sertão: a Festa de Sant'Ana de Caicó" e co-autor de "Rastros de Pólvora: Metadados 2015" e de "Observatório Potiguar 2016: Mapa da Violência do RN". Apresentador do Programa Observador Político da TV Mossoró e 93FM. Colunista do Jornal O Mossoroense.

Política, Sociologia, Ciência, Cultura e Filosofia. Blog criado em 22 de Outubro de 2012 e organizado por Thadeu de Sousa Brandão.

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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Mapa dos Homicídios Ocultos no Brasil

Thadeu de Sousa Brandão, Sociólogo, Doutor em Ciências Sociais, Professor de Sociologia da UFERSA e Consultor de Segurança Pública da OAB/RN.

Neste julho passado, o IPEA (Instituto de Políticas Econômicas Aplicadas) publicou um estudo, coordenado por Daniel Cerqueira, Diretor da Diretoria de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia (Diest) do Ipea, sobre os "Homicídios Ocultos no Brasil". 

Sinopse da Pesquisa:
Com base no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), estimou-se o número de homicídios ocultos (HOs) em cada Unidade da Federação (UF) brasileira, considerando os óbitos que foram erroneamente classificados como “causa indeterminada”. Para tanto, foram analisadas as características socioeconômicas e situacionais associadas a cada uma das quase 1,9 milhão de mortes violentas, ocorridas no país entre 1996 e 2010. Os resultados deste estudo indicaram que o número de homicídios no país seria 18,3% superior ao dos registros oficiais, o que representa cerca de 8.600 homicídios não reconhecidos, a cada ano. Com isso, as estimativas indicaram que o Brasil ultrapassou a marca anual de 60 mil óbitos por agressões. Os cálculos mostraram ainda que o crescimento substancial da taxa de homicídios em muitos estados do Brasil e, em particular, do Nordeste, não ocorreu, mas que os índices oficiais foram conduzidos pela diminuição da subnotificação que se deu com o aprimoramento na qualidade do SIM. Não obstante, nos últimos anos, verificou-se um preocupante fenômeno de aumento das mortes violentas cuja intenção não foi determinada. Tal fato não se deu de forma generalizada no país, mas ficou circunscrito, principalmente, a sete estados: Rio de Janeiro; Bahia; Rio Grande do Norte, Pernambuco; Roraima; Minas Gerais e São Paulo.

Como dito, os maiores índices de mortes indeterminadas foram verificados em sete estados: Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Roraima e São Paulo. É interessante notar que a evolução destas taxas neste grupo se deu de forma diferenciada. Enquanto em Pernambuco houve uma piora gradual na indefinição das mortes desde o princípio da série, na Bahia, o processo de perda de qualidade destes dados se inicia em 1998. Em Minas Gerais, isto ocorre a partir de 2006. O Rio de Janeiro, que possuía altas taxas de mortes indeterminadas desde 1996, sofreu profunda deterioração no SIM, entre 2007 e 2009, quando estas taxas alcançaram 22,6. 
Um dado positivo: o número de óbitos violentos com causa indeterminada diminuiu, entre 2009 e 2010, no Rio Grande do Norte (-73,6%), ainda ficando muito além, como citado anteriormente, da média nacional.

Para ler partes da pesquisa e artigo relacionado na íntegra, clique AQUI e AQUI.

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