Sobre o autor


Thadeu de Sousa Brandão

Sociólogo, Mestre e Doutor em Ciências Sociais pela UFRN. Professor Adjunto de Sociologia da UFERSA e do Mestrado Acadêmico Interdisciplinar em "Cognição, Tecnologias e Instituições" (CCSAH/UFERSA) - (Nota 4 CAPES). Líder do grupo de Pesquisa "Observatório da Violência do RN". Autor de "Atrás das Grades: habitus e interação social no sistema prisional", "A Senhora do Sertão: a Festa de Sant'Ana de Caicó" e co-autor de "Rastros de Pólvora: Metadados 2015" e de "Observatório Potiguar 2016: Mapa da Violência do RN". Apresentador do Programa Observador Político da TV Mossoró e 93FM. Colunista do Jornal O Mossoroense.

Política, Sociologia, Ciência, Cultura e Filosofia. Blog criado em 22 de Outubro de 2012 e organizado por Thadeu de Sousa Brandão.

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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Três etapas para uma antropologia histórica do neoliberalismo realmente existente

Loïc Wacquant, Sociólogo, Professor da Universidade de Berkeley, EUA.

Há cerca de vinte anos, iniciei uma série de pesquisas de campo sobre a estrutura, a experiência e o tratamento político da pobreza urbana em sociedades avançadas, centrada no destino do gueto negro norte-americano, após o refluxo do movimento pelos Direitos Civis, e do definhamento das periferias operárias das metrópoles da Europa Ocidental, a exemplo da decadência das banlieues francesas do Cinturão Vermelho sob a pressão da desindustrialização. Realizei observação etnográfica em meio ao total abandono do histórico South Side de Chicago e nos abjetos projetos habitacionais de La Courneuve, tendo como pano de fundo a paisagem dual da Paris periférica. E lancei mão das ferramentas de comparação analítica para decifrar a ascensão de um novo regime de “marginalidade avançada”, impulsionada pela fragmentação do trabalho assalariado, pelo recuo do Estado social e pela disseminação do estigma territorial. Eu não tinha a menor noção de que essa pesquisa sobre a difícil situação dos Urban Outcasts [párias urbanos] do novo século (Wacquant, 2008a) me levaria das ruas do hipergueto às entranhas profundas do gigantesco sistema carcerário dos Estados Unidos e, dali, à controversa questão de neoliberalismo e da reestruturação do Estado numa escala global (Wacquant, 2009a). Neste artigo, recomponho brevemente esse percurso intelectual, desde a microetnografia do precariado pós-industrial até a macrossociologia do Leviatã neoliberal no começo do século, a fim de propor teses que apontem para uma antropologia histórica do neoliberalismo realmente existente.

Para ler o restante do artigo na íntegra, clique AQUI.
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