Sobre o autor


Thadeu de Sousa Brandão

Sociólogo, Mestre e Doutor em Ciências Sociais pela UFRN. Professor Adjunto de Sociologia da UFERSA e do Mestrado Acadêmico Interdisciplinar em "Cognição, Tecnologias e Instituições" (CCSAH/UFERSA) - (Nota 4 CAPES). Líder do grupo de Pesquisa "Observatório da Violência do RN". Autor de "Atrás das Grades: habitus e interação social no sistema prisional", "A Senhora do Sertão: a Festa de Sant'Ana de Caicó" e co-autor de "Rastros de Pólvora: Metadados 2015" e de "Observatório Potiguar 2016: Mapa da Violência do RN". Apresentador do Programa Observador Político da TV Mossoró e 93FM. Colunista do Jornal O Mossoroense.

Política, Sociologia, Ciência, Cultura e Filosofia. Blog criado em 22 de Outubro de 2012 e organizado por Thadeu de Sousa Brandão.

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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Austeridade na Europa gera maior queda de natalidade desde 2a Guerra Mundial

Jamil Chade, direto da Europa via Estadão.


A Grécia vive não apenas uma contração recorde de sua economia, mas também uma redução dramática de sua população. Dados divulgados pelo governo grego revelam que, em quatro anos, a taxa de natalidade de um dos países mais afetados pela crise na Europa foi reduzida em 10%.
Nenhum país europeu, desde a Segunda Guerra Mundial, registrou tal queda de nascimentos. Segundo os especialistas, não existem nem mesmo registros de quando tal fenômeno ocorreu pela última vez em um país em tempos de paz. Em 2008, 118 mil crianças nasceram na Grécia. Em 2012, esse número caiu para 100,9 mil.
Outra constatação das autoridades foi que o número de crianças que nascem mortas explodiu, aumentando em 21%. Isso seria resultado de mães que não tem como pagar por consultas e realizar um pré-natal adequado.
Ninguém no governo hesita em apontar a crise econômica como principal responsável. “A queda de fertilidade é uma consequência natural da austeridade e das taxas sem precedentes de desemprego”, declarou Christina Papanikolaou, secretária-geral do Ministério da Saúde. “Esse é a outra imagem do espelho da crise que tirou 25% de nosso PIB”, disse.
Adonis Georgiadis, o ministro da Saúde, reconheceu que já existia uma queda na taxa de natalidade na Grécia nos últimos 20 anos. Mas concorda que a crise que completa em 2013 seu sexto ano acelerou a redução de nascimentos de uma forma “sem precedentes”.
Atolada em um dívida que quase a obrigou a sair da zona do euro, a Grécia foi socorrida com pacotes de 240 bilhões de euros por parte da comunidade internacional. Em troca, Atenas foi obrigada a cortar despesas do estado, reduzir investimentos e demitir milhares de pessoas.
Na saúde, a crise já tirou 40% do orçamento da pasta. Empresas de remédio levam mais de um ano para receber do governo pelo fornecimento de produtos e Atenas reduziu as compras de medicamentos em mais de 50%.
A Grécia vive em 2013 seu sexto ano de recessão, algo jamais visto nos países da OCDE. Além de um desemprego de 28%, o país também registra um quinto de sua população abaixo da linha da pobreza. Muitos, tanto em Atenas quanto em Bruxelas, não negam que o país poderá precisar de um terceiro pacote de resgate em 2014 para poder pagar suas contas.

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