Sobre o autor


Thadeu de Sousa Brandão

Sociólogo, Mestre e Doutor em Ciências Sociais pela UFRN. Professor Adjunto de Sociologia da UFERSA e do Mestrado Acadêmico Interdisciplinar em "Cognição, Tecnologias e Instituições" (CCSAH/UFERSA) - (Nota 4 CAPES). Líder do grupo de Pesquisa "Observatório da Violência do RN". Autor de "Atrás das Grades: habitus e interação social no sistema prisional", "A Senhora do Sertão: a Festa de Sant'Ana de Caicó" e co-autor de "Rastros de Pólvora: Metadados 2015" e de "Observatório Potiguar 2016: Mapa da Violência do RN". Apresentador do Programa Observador Político da TV Mossoró e 93FM. Colunista do Jornal O Mossoroense.

Política, Sociologia, Ciência, Cultura e Filosofia. Blog criado em 22 de Outubro de 2012 e organizado por Thadeu de Sousa Brandão.

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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

BR 304, violência homicida e um velho quadro

Thadeu de Sousa Brandão, Sociólogo, Doutor em Ciências Sociais, Professor de Sociologia da UFERSA e Consultor de Segurança Pública da OAB/RN.
Há quase um ano atrás, em 02/12/2012, escrevi o seguinte artigo sobre a BR 304, a necessidade de sua duplicação e a quantidade de mortes alarmantes que ocorriam nela:

"Há quem diga, em termos de prioridades estruturais, que o Rio Grande do Norte necessita, da duplicação da BR 304, embora ela não se encontra enlencada entre essas prioridades. Afinal, esta seria uma rodovia que liga "apenas" a capital, Natal, ao Oeste e Alto Oeste potiguar, assim como à capital cearense, Fortaleza (CE) e demais estados do Norte. Apenas por tudo isso, sua duplicação já seria necessária e emergencial. 
A duplicação da BR 101 mostrou seus efeitos. Dinamizou o acesso de Natal e do RN aos eixos econômicos do Recife (PE) e demais estados circunvizinhos. Faz muito pelo turismo e pelo acesso. Mas fez bem mais pela diminuição drástica de acidentes com mortes fatais naquela BR. Eis o ponto em que quero tocar quanto à 304. Quase que diariamente o trecho entre Natal e Mossoró é testemunha de um acidente grave, invariavelmente com vítimas fatais. Desastres que custam caro ao erário público. Desastres que não têm preço para quem perdeu um amigo, um parente, um irmão, um filho ou um pai na rodovia apelidada pelos seus frequentadores assíduos de 'da morte'.
As causas mais frequentes dos acidentes são as mesmas encontradas em todo o Brasil: alta velocidade, ultrapassagens proibidas e falta de atenção dos motoristas. Agregam-se a estes: animais soltos na pista (jumentos abandonados, principalmente), buracos, acostamentos desgastados e, o fluxo intenso de caminhões. Boa partes destes, velhos e vagarosos, causadores de verdadeiros congestionamentos no fluxo da segunda principal artéria federal do Rio Grande do Norte.
Se o desenvolvimento econômico do RN não é preocupação imediata, façamos o apelo pelos nossos conterrâneos e por todos aqueles que arriscam suas vidas na BR 304. A duplicação não educará nossos motoristas incivilizados. Infelizmente, ela não lhes dará uma aula soberba de cidadania. Mas, como obra estruturante, ela reduzirá drasticamente as centenas de acidentes e mortes anuais que são registradas pela Polícia Rodoviária Federal. 
Que nossos parlamentares se unam conjuntamente aos governos estadual e federal para agilizarem o processo de dotação orçamentária, licitação, planejamento e execução da obra. Não é um pedido de Mossoró. Este é um pedido do Rio Grande do Norte e de cada vida que pode ser salva a partir de agora.
Escrevo em memória de amigos que já perdi nesta BR, em especial ao humorista Espanta Jesus, David Cunha e ao motorista Deivison Soares da Silva Nobre que representam, nesta reflexão, todas as demais vítimas".
 
Hoje, quase um ano depois, o quadro permanece o mesmo. Promessas políticas de que a duplicação sairia chegaram a ser anunciadas na mídia. Até agora NADA. Para nós, comunidade da UFERSA, um dado ainda pior: a morte de 04 estudantes do Curso de C&T do Campus de Angicos tocam fundo, mais uma vez. Até quando? 

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