segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Rolezinhos e nossas reações. Entrevista com Leandro Beguoci.

Na íntegra, via UNISINOS.

“Chegamos a um ponto em que, antes de entender, reagimos. E, frequentemente, reagimos mal”. Entrevista especial com Leandro Beguoci

“Talvez a surpresa com os rolezinhos tenha sido tão grande porque a periferia, finalmente, está se tornando visível. E nós, finalmente, estamos percebendo que ela não é aquilo que nós achávamos que era”, declara o jornalista.
Foto: Ilheus24h
“Os rolezinhos tiveram um lado amplamente positivo: mostrar quão pobre é nosso debate político e escancarar as consequências negativas deste debate miserável. Porque poucas coisas podem ser mais constrangedoras e reveladoras do que um shopping pedindo à polícia que barre, na marra, a entrada de eventuais consumidores. Quando a truculência vira categoria de pensamento, olha, é hora de mudar de rumo”, pondera o jornalista Leandro Beguoci em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line sobre os rolezinhos e a reação da sociedade a eles.
“Ao longo das últimas semanas, a reação aos rolezinhos mostrou que nós não sabemos muito bem como lidar com esses jovens e com o que eles representam. É um fenômeno novo. A maior parte desses meninos se declara apolítica, diz ter horror à política, e afirma que só quer dar uns beijos, se divertir e ser feliz — de preferência, com seus tênis supercaros. Eles só vão se sentir excluídos se o acesso a esse mundo de consumo for cortado. Isso pode acontecer tanto pela reação intempestiva dos shoppings e da polícia, que estão criando um problema grave onde não havia confronto, quanto pela situação do país, que está com a economia cambaleando e não consegue mais oferecer aumentos expressivos da renda, como aconteceu nos últimos anos. Nós, ao longo dos últimos anos, dissemos a uma geração inteira de pessoas que consumir, comprar suas próprias coisas, era um dos poucos caminhos que alguém poderia almejar nessa vida. Mas os discursos têm consequências. E ainda não é possível saber quais serão elas se as condições econômicas e políticas mudarem rapidamente”, avalia.
Leandro Beguoci é editor da revista digital Oene, professor da FAAP Pós-Graduação, de São Paulo, no curso de Comunicação Multimídia e colunista da revista VIP.
Confira a entrevista.
Leandro Beguoci. Foto: arquivo pessoal
IHU On-Line - Nas discussões sobre os rolezinhos, além do preconceito em relação às camadas sociais mais pobres, percebe-se certa tendência de sintetizar o assunto a conflitos partidário-eleitorais ou a grandes projetos ideológicos. Na sua avaliação, há motivação política na organização dos rolezinhos? Ou o que estes jovens querem é ascender socialmente?
Leandro Beguoci - Os meninos e meninas que vão ao shopping paquerar, dar uma volta, se divertir e desejar alguns dos produtos que estão na vitrine não praticam um ato político-partidário — ao menos não na forma como entendemos política hoje, no senso comum. Não há uma crítica à sociedade na ocupação dos shoppings, estes espaços meio públicos, meio privados. Não há um posicionamento sobre a agenda do dia. Não há uma defesa de um ou outro partido. É apenas uma reunião de jovens que sempre existiu. Mas, agora, é ampliada pelas redes sociais, que dão escala a fenômenos que aconteciam, no passado, de forma limitada, e pela queda do desemprego e acesso ao crédito, que aproximam, em parcelas, o orçamento dos mais pobres dos produtos que antigamente só as pessoas de classe média poderiam comprar.

Porém, a reação aos rolezinhos e as consequências a eles são políticas, mas políticas num sentido clássico. Se política é originalmente o trato das coisas que acontecem na cidade, das relações de poder que ocorrem na cidade, em uma das definições mais antigas do termo, então os rolezinhos são políticos por natureza.
Porém, estão longe, muito longe, de política como entendemos hoje: como instrumentos de uma guerra entre siglas que querem conquistar e manter o poder. Não há nada disso neles. Porém, ficou claro que as forças que disputam as eleições no Brasil quiseram, de uma forma ou de outra, se apropriar dos rolezinhos. Algumas, aliás, tentando filiar os meninos, sem avisá-los, a uma sigla que apoia o governo federal. Por outro lado, vários dos críticos do rolezinho tentaram transformar os meninos e as meninas em símbolos claros de uma degradação moral e de uma desordem que eles associam às políticas do governo federal. Como qualquer visita ao shopping Itaquera [em São Paulo] mostra, nenhum dos dois tem a menor ideia do que está fazendo e dizendo. E ambas as correntes deram razão às mais variadas críticas que se faz do conceito de política hoje: como uma ferramenta para acumular e aumentar seu poder em relação aos grupos rivais, desprezando qualquer outro valor que não a acumulação de poder. É por isso que eu tenho usado a palavra “política” com cautela.
O conceito de política está tão desgastado por mau uso que perdeu praticamente toda a sua composição. Ele se esvaziou, e significa tantas coisas para tantas pessoas que hoje mais confunde do que esclarece. Na maior parte das vezes, para muitas pessoas, fazer política significa agir de maneira questionável para obter benefícios indeclaráveis.

Discutir a cidade
Os conflitos que aconteceram a partir dos rolezinhos mostram que, sim, precisamos discutir a cidade. Há um conflito na sociedade que ora aparece, ora acalma, sobre o uso de espaços híbridos, como shoppings, sobre quem tem direito a frequentar esses espaços e sobre como as pessoas devem se comportar neles. No final das contas, há uma disputa de poder aí, sobre o que se convenciona chamar de bom ou mau comportamento. Porém, é preciso muita cautela e sangue frio para se colocar em qualquer um dos lados desse conflito. A maior parte dos rolezinhos aconteceu nas periferias de São Paulo. Logo, são pessoas pobres recriminando outras pessoas pobres, por uma série de razões que apontei no texto que escrevi no começo do mês [em 14-01-2014]: disputa sobre o uso do espaço, diferenças comportamentais entre pessoas de idades diferentes, desejo de se diferenciar. É um problema complexo, um sinal de que o Brasil vem se tornando uma sociedade cada vez mais complicada. A pessoa pode ser completamente contra o rolezinho e ser de esquerda, vendo nos meninos uma manifestação de um desejo egoísta e individualista de ocupar um espaço a qualquer preço sem se importar com os outros. E outra pessoa pode ser de direita e ser a favor dos rolezinhos, vendo nelas a livre expressão do desejo individual de pessoas livres em fazer o que bem entendem. Portanto, uma dicotomia elite x pobres, a meu ver, não se aplica no caso dos rolezinhos.
Entretanto, a reação do Estado a eles mostra o quanto o debate político está empobrecido. Em vez de entender o problema, o governo de São Paulo e os shoppings trataram de enviar a polícia para revistar e impedir, de forma arbitrária, a entrada dos meninos e das meninas nos shoppings. E aí se vê o quanto a política, a política que se ocupa das relações de poder na cidade, é necessária. Porque essa política, para administrar o conflito, parte primeiro da compreensão do problema para, em seguida, elaborar e aplicar medidas que acalmem ou solucionem os conflitos. Chegamos a um ponto em que antes de entender, reagimos. E, frequentemente, reagimos mal.
Os rolezinhos tiveram um lado amplamente positivo, portanto: mostrar quão pobre é nosso debate político e escancarar as consequências negativas deste debate miserável. Porque poucas coisas podem ser mais constrangedoras e reveladoras do que um shopping pedindo à polícia que barre, na marra, a entrada de eventuais consumidores. Quando a truculência vira categoria de pensamento, olha, é hora de mudar de rumo.
IHU On-Line – Nas redes sociais, uma série de elogios aos rolezinhos consideram estas manifestações como uma resposta ao preconceito e à invisibilidade social que afligem a população de baixa renda. É possível conciliar estes significados com o desejo de participar de uma sociedade de consumo capitalista?
Leandro Beguoci - Acho que essas reações nas redes sociais, infelizmente, são tentativas de enquadrar os rolezinhos dentro de uma categoria à qual eles não pertencem. É uma tentativa de adaptar a realidade ao conceito, e não o conceito à realidade. Quem frequenta os shoppings das periferias de São Paulo não é invisível naquela parte da cidade. Pelo contrário, é bem visível e faz questão de ser, com roupas caras e música alta. Somos nós, olhando os pobres e vendo neles coisas que gostaríamos que eles fizessem, e não o que eles de fato fazem. Esse erro de avaliação leva a diagnósticos complicados.
O rolezinho é diversão de jovens pobres. Eles se sentem completamente confortáveis em uma sociedade que estimula e glorifica o consumo exacerbado. E não só a sociedade. O governo federal teve, nos últimos anos, um papel fundamental em associar consumo a pertencimento, em associar consumismo tanto à realização pessoal quanto a uma espécie de patriotismo em 12 parcelas iguais sem juros. Em 2008, o presidente Lula incentivou as pessoas a continuar consumindo para impedir que o país entrasse em crise.
Ao longo das últimas semanas, a reação aos rolezinhos mostrou que nós não sabemos muito bem como lidar com esses jovens e com o que eles representam. É um fenômeno novo. A maior parte desses meninos se declara apolítica, diz ter horror à política, e afirma que só quer dar uns beijos, se divertir e ser feliz — de preferência, com seus tênis supercaros. Eles só vão se sentir excluídos se o acesso a esse mundo de consumo for cortado. Isso pode acontecer tanto pela reação intempestiva dos shoppings e da polícia, que estão criando um problema grave onde não havia confronto, quanto pela situação do país, que está com a economia cambaleando e não consegue mais oferecer aumentos expressivos da renda, como aconteceu nos últimos anos. Nós, ao longo dos últimos anos, dissemos a uma geração inteira de pessoas que consumir, comprar suas próprias coisas, era um dos poucos caminhos que alguém poderia almejar nessa vida. Mas os discursos têm consequências. E ainda não é possível saber quais serão elas se as condições econômicas e políticas mudarem rapidamente.
IHU On-Line – Quem é o jovem que participa dos rolezinhos? É possível definir um perfil social, econômico, étnico, cultural para ele?
Leandro Beguoci - Algumas pesquisas recentes vêm tentando entender quem são, o que querem, onde moram. Mas o fato é que conhecemos muito pouco sobre a periferia das grandes cidades do Brasil. Dois grupos são bastante desconhecidos no país: as pessoas muito ricas e as pessoas pobres que moram nas periferias das grandes cidades. Há grandes estudos sobre a classe média tradicional, há estudos clássicos sobre as pessoas muito pobres das zonas rurais, mas ainda se sabe pouco sobre quem são e como pensam as pessoas que moram nas bordas das nossas maiores cidades e nas nossas regiões metropolitanas.
Eu vim de uma cidade pobre da região metropolitana de São Paulo. Embora esteja ao lado da maior cidade do país, as práticas político-partidárias na cidade onde cresci são semelhantes ao que existe de pior nos lugares mais remotos do Brasil. Mas a gente praticamente não fala disso. Parece que coronelismo só acontece nos rincões. Olha que coisa: o Philip Roth é um dos maiores escritores americanos vivos e várias das suas obras são sobre Newark, uma área muito semelhante à Grande São Paulo. Quantos escritores brasileiros retratam, com essa qualidade, a vida em Itaquera ou Pirituba, Franco da Rocha ou Diadema? Há pouquíssimos estudos e livros sobre essas áreas que estão tão perto, mas tão longe.

Talvez a surpresa com os rolezinhos tenha sido tão grande porque a periferia, finalmente, está se tornando visível. E nós, finalmente, estamos percebendo que ela não é aquilo que nós achávamos que era. Porque, afinal, não existe uma única periferia...

"Precisamos ser mais curiosos. Empatia não é apenas se solidarizar com as pessoas que apanham da polícia. Empatia também é entender essas pessoas e vê-las como parte fundamental do país"

IHU On-Line – O que a reação da sociedade em relação aos rolezinhos diz sobre a própria sociedade?
Leandro Beguoci - Mostra que a sociedade não conhece uma ampla parte dela mesma e ignora mudanças profundas que aconteceram no país nas últimas décadas. O que mais me chama a atenção é a falta de curiosidade das pessoas de classe média, mesmo as que têm mais empatia pelas pessoas mais pobres, pelo que acontece a alguns quilômetros das casas delas. Para muitas pessoas, à direita e à esquerda, o único contato com a periferia acontece durante as conversas com a empregada doméstica ou com a faxineira do escritório. Precisamos ser mais curiosos. Empatia não é apenas se solidarizar com as pessoas que apanham da polícia. Empatia também é entender essas pessoas e vê-las como parte fundamental do país que estamos construindo. Elas não são apenas uma mancha azul ou vermelha no mapa a cada dois anos.
IHU On-Line – Argumentos contrários aos encontros organizados em shoppings levantam a bandeira da segurança. Não apenas no que se refere a furtos e arrastões, mas também no que diz respeito a eventuais riscos associados à entrada de dezenas ou centenas de pessoas ao mesmo tempo em um mesmo prédio. Também criticam o comportamento dos jovens, que, ao pular, correr, cantar pelos corredores, afastariam parte dos frequentadores tradicionais e prejudicariam os lojistas. O que pensa destes argumentos?
Leandro Beguoci - Nós não sabemos como lidar com multidões. Isso é curioso, já que duas das nossas maiores manifestações culturais são tomadas por milhares de pessoas. Em jogos de futebol, qualquer movimento é tratado com cassetetes da polícia. A espiral de violência, alimentada pela polícia e pelos torcedores organizados, resultou num padrão de comportamento. Na dúvida, porrada. Em vez de dissipar o confronto, nós o intensificamos com mais violência. A outra é o Carnaval das avenidas, do Rio e de São Paulo. A espontaneidade dos blocos de rua foi substituída por uma parada com organização militar. É impressionante a semelhança entre uma parada militar e um desfile de Carnaval. A divisão por blocos, o ritmo da bateria, o tempo rigidamente cronometrado. Ou nós espancamos as multidões ou nós exigimos que elas tenham um comportamento absolutamente regrado. Não conseguimos, ainda, elaborar soluções mais moderadas, mais flexíveis, que se adaptem aos diferentes contextos. Na dúvida, vem a fórmula pronta. Basta ver como as prefeituras e as polícias têm dificuldades em lidar com blocos de Carnaval. Perto da minha casa, neste domingo, dia 2 de fevereiro, teve um bloco. Moro em uma área de classe média, a 20 minutos de ônibus da avenida Paulista. Estava tudo muito bom, tudo muito bem, quando veio a polícia, pediu a autorização. Sem autorização, sem bloco. E então o bloco foi desfeito como se fosse uma manifestação violenta.
Os shoppings e os rolezinhos formam mais um capítulo da nossa incapacidade de olhar para os problemas, entendê-los e propor uma solução. Muita gente dentro de um shopping vai causar problema. Os corredores são estreitos. Um tumulto pode ter consequências trágicas. Isso significa que os rolezinhos têm de ser reprimidos a borrachadas? Não. Qual é a solução? Hoje, não sei. Aliás, alguém sabe quantas pessoas podem estar num shopping ao mesmo tempo? A gente não sabe nem qual é a capacidade máxima dos shoppings, nem se eles estão respeitando essa capacidade. Nós começamos a discutir tumultos, multidões, sem saber ao certo quantas pessoas podem estar, juntas, nesses lugares. É mais um capítulo do festival de certezas fundadas em quase nada que assola o país. Em vez de pensar sobre novos problemas, nós queremos soluções de prateleira.
 
 

"Precisamos ser mais curiosos. Empatia não é apenas se solidarizar com as pessoas que apanham da polícia. Empatia também é entender essas pessoas e vê-las como parte fundamental do país"

IHU On-Line – Qual é o significado do shopping para os jovens que participam dos rolezinhos?
Leandro Beguoci - Os shoppings são lugares confortáveis, seguros, para fazer compras, ver e ser visto. Seja no Cidade Jardim, um shopping de alta renda em São Paulo em que só se entra de carro, seja no shopping Itaquera. O sentido social dos shoppings é o mesmo para várias pessoas de várias partes da sociedade, e talvez isso explique a imensa atração que exerce sobre nossas cidades violentas e carentes de opções de lazer.
Na periferia, onde a violência e a carência de áreas de lazer são muito maiores, os shoppings se tornam ainda mais atraentes. Nas áreas de classe média, você pode ir a um cinema de rua e depois tomar um café numa livraria bonita e bem decorada. Na periferia, não. Os jovens que vão aos rolezinhos cresceram acostumados a ter o shopping como única referência de lazer.

A mensagem dos shoppings, espalhada por toda a sociedade, é ainda mais forte nessas áreas em que o cheiro de esgoto perfuma o ar e o barulho de tiroteio se tornou banal. O shopping promete conforto e segurança. Imagine como essa promessa é lida em lugares em que praticamente não há conforto e segurança?
IHU On-Line - Como explicar a ostentação e apropriação de marcas de grife pela população de baixa renda?
Leandro Beguoci - Os governos do Brasil, ao longo dos últimos anos, venderam a ideia de que consumir é glorioso. Difundimos a ideia de que a melhor forma de fazer parte da sociedade é compartilhar símbolos de consumo. Não estou recriminando o consumo por si, mas sim a sua versão descontrolada.
Quando a população de baixa renda passa a ostentar, ela está dando a sua versão sobre o que vem escutando ao longo dos últimos anos. É uma releitura muito particular da mensagem que vem ouvindo. Consumo, para pessoas que têm uma vida muito sofrida, é um caminho para a felicidade, por mais efêmera que seja. Um tênis Mizuno de mil reais é uma tentativa de mostrar que, sim, estou melhorando de vida e faço parte do mesmo mundo que você. A ostentação é só um capítulo natural desse discurso de consumismo exacerbado.
Se você está dizendo para as pessoas “consumam para ser felizes, consumam para mostrar que conseguiram melhorar de vida, consumam para ajudar o país”, o que você espera que as pessoas façam? E isso não acontece apenas entre os mais pobres. Até mesmo as pessoas mais críticas dos males do consumismo exacerbado ostentam um pouquinho de vez em quando, seja em viagens para destinos alternativos e caros, seja consumindo produtos naturais, muito bem feitos, saudáveis e... extremamente caros.
O eterno desejo de se diferenciar dos outros e, ao mesmo tempo, de fazer parte de uma parcela da sociedade que se admira, foi canalizado pela via do consumo. É quase como se disséssemos que não há vida fora do consumo — e de muito consumo.
IHU On-Line - Há relação entre as manifestações do ano passado que agitaram o Brasil e os rolezinhos?
Leandro Beguoci - Hoje, em fevereiro de 2014, a única coisa que vejo em comum entre os rolezinhos e as manifestações é a reação a eles. A violência da reação uniu fenômenos muito diferentes.

(Por Luciano Gallas e Andriolli Costa)

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