Sobre o autor


Thadeu de Sousa Brandão

Sociólogo, Mestre e Doutor em Ciências Sociais pela UFRN. Professor Adjunto de Sociologia da UFERSA e do Mestrado Acadêmico Interdisciplinar em "Cognição, Tecnologias e Instituições" (CCSAH/UFERSA) - (Nota 4 CAPES). Líder do grupo de Pesquisa "Observatório da Violência do RN". Autor de "Atrás das Grades: habitus e interação social no sistema prisional", "A Senhora do Sertão: a Festa de Sant'Ana de Caicó" e co-autor de "Rastros de Pólvora: Metadados 2015" e de "Observatório Potiguar 2016: Mapa da Violência do RN". Apresentador do Programa Observador Político da TV Mossoró e 93FM. Colunista do Jornal O Mossoroense.

Política, Sociologia, Ciência, Cultura e Filosofia. Blog criado em 22 de Outubro de 2012 e organizado por Thadeu de Sousa Brandão.

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terça-feira, 18 de março de 2014

Surpresas e escolhas nas Eleições 2014 no RN

Thadeu de Sousa Brandão, Sociólogo, Doutor em Ciências Sociais e Professor de Sociologia da UFERSA.


As articulações para as eleições de Outubro de 2014 são ímpares na história do RN. Vários motivos somam-se para corroborar a assertiva. O principal deles é que, mesmo na era da reeleição, a governadora corre o risco de não sair candidata. Outro elemento é o fato de que um grupo político (elite) aglutina cada vez mais atores em torno de si: é o caso de Henrique Alves e de sua extensa família e agregados. O capital político de Henrique o tornou, como nunca antes, o principal candidato nesta eleição. Robinson Faria (PSD), vice de Rosalba, opositor declarado da gestão, patina entre uma aliança com o PT que, declara já na surdina, não tem vontade alguma de participar, e uma aliança com Henrique e o PMDB.
O PT, que optou defenestrar (até agora) uma candidatura própria (com Mineiro na cabeça de chapa) ou com uma aliança com o PSB (Wilma seria a cabeça de chapa), esperou o aceno de Henrique Alves. Nem uma coisa e nem outra. A orfandade do PT, neste momento, pode custar caro ao partido. Em eleições onde o peso da coligação é fundamental para a eleição dos quadros proporcionais (deputados estaduais e federais), a aposta das fichas no cargo majoritário (senador) parece ter sido uma jogada infeliz.
Não se trata, porém, de julgamento valorativo acerca de ação errada ou malfeita. Os cálculos  realizados, pautados em informações disponíveis pelos atores políticos no momento, além é claro, de uma boa dose de irracionalidade (sempre presente), levaram às escolhas feitas. O resultado, porém, parece se avizinhar. O grupo mais coeso ou com mais adesões parece ter mais chances de ganhar as eleições.
Uma última arenga: há quem ventile que estamos diante de uma nova "micarlização", fenômeno iniciado pela ex-prefeita de Natal, Micarla de Souza, defenestrada da prefeitura antes de terminar o mandato, sem ao menos pleitear sua reeleição. Se, por um lado, configura-se muito difícil Rosalba perder o mandato por vias jurídicas, por outro lado, há o fato do seu partido, o DEM ter grandes chances (e, como declarado pelo seu líder, José Agripino, o fará) de negar-lhe a legenda. Sem isso, Rosalba não perde apenas a chance de disputar a aleição, mas também de defender seu governo perante o eleitorado potiguar.
O quadro nacional definiria o quadro local. Foi o que li nos últimos 12 meses. O que vemos hoje, foi que o quadro local construiu-se a si próprio. Claro que não independentemente. Quem esperou pelo velho "vem de cima" está perdendo o sono agora.

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