Sobre o autor


Thadeu de Sousa Brandão

Sociólogo, Mestre e Doutor em Ciências Sociais pela UFRN. Professor Adjunto de Sociologia da UFERSA e do Mestrado Acadêmico Interdisciplinar em "Cognição, Tecnologias e Instituições" (CCSAH/UFERSA) - (Nota 4 CAPES). Líder do grupo de Pesquisa "Observatório da Violência do RN". Autor de "Atrás das Grades: habitus e interação social no sistema prisional", "A Senhora do Sertão: a Festa de Sant'Ana de Caicó" e co-autor de "Rastros de Pólvora: Metadados 2015" e de "Observatório Potiguar 2016: Mapa da Violência do RN". Apresentador do Programa Observador Político da TV Mossoró e 93FM. Colunista do Jornal O Mossoroense.

Política, Sociologia, Ciência, Cultura e Filosofia. Blog criado em 22 de Outubro de 2012 e organizado por Thadeu de Sousa Brandão.

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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Brenna e a tragédia que não ousamos acreditar

Thadeu de Sousa Brandão, Sociólogo, Mestre e Doutor em Ciências Sociais, Professor de Sociologia da UFERSA.


Ontem, inicio da manhã, segundo dia de semestre letivo da UERN (Universidade do Estado do Rio Grande do Norte), um trágico e banal acidente marcou profundamente nossas vidas. A jovem, de apenas 18 anos, Brenna Sonária Alencar, morreu atropelada pelo ônibus que a trouxe para a faculdade.
Filha de pai pedreiro, moradora da comunidade Bacurau, na pequena Apodi, RN, Brenna cursava o segundo semestre de pedagogia. Queria ser professora. Oriunda de família humilde, assim como milhões de outros tantos estudantes universitários brasileiros, era a primeira geração de sua casa a cursar ensino superior.
Brenna queria aquilo que milhões de meninos e meninas deste Brasil tão desigual queriam: um lugarzinho ao Sol (e, para nós que moramos no Sertão, com uma sombrinha à reboque). Estudava para ensinar, ser professora de jovens e adultos, alfabetizar e poder ser construtora do futuro na nação.
Sua morte foi, ao que os fatos mostram, a mais brutalizada das fatalidades. Não quero e nem vou culpar ninguém aqui. Ainda mais, um motorista que, de forma unânime, era considerado responsável e cuidadoso com os estudantes. 
Aqui, quero apenas lamentar a morte de Brenna e seu legado. Em um país em que lutamos pela educação, em que jovens estão atingindo, a maioria pela primeira vez, a chance de construir algo melhor, sua morte representa o pesar de todos os que participam desta luta. Não era professor de Brenna, obviamente. Mas, no rosto de cada aluno e aluna minha, enxergo a alegria de viver, lutar e vencer que ela, com certeza possuía.
Que Deus conforte essa família. Nem aguentaria pensar se isso fosse comigo.
Aos futuros professores, que a memória da menina Brenna nos impulsione à nossa missão e vocação.

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