Sobre o autor


Thadeu de Sousa Brandão

Sociólogo, Mestre e Doutor em Ciências Sociais pela UFRN. Professor Adjunto de Sociologia da UFERSA e do Mestrado Acadêmico Interdisciplinar em "Cognição, Tecnologias e Instituições" (CCSAH/UFERSA) - (Nota 4 CAPES). Líder do grupo de Pesquisa "Observatório da Violência do RN". Autor de "Atrás das Grades: habitus e interação social no sistema prisional", "A Senhora do Sertão: a Festa de Sant'Ana de Caicó" e co-autor de "Rastros de Pólvora: Metadados 2015" e de "Observatório Potiguar 2016: Mapa da Violência do RN". Apresentador do Programa Observador Político da TV Mossoró e 93FM. Colunista do Jornal O Mossoroense.

Política, Sociologia, Ciência, Cultura e Filosofia. Blog criado em 22 de Outubro de 2012 e organizado por Thadeu de Sousa Brandão.

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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Homicídios em Mossoró se concentram em áreas fora do ‘eixo cultural’

Fábio Vale/Da Redação via Jornal DeFato.

Ao levantar a espacialidade dos homicídios em Mossoró, o estudo “Um Olhar Sobre a Violência Homicida em Mossoró/RN/Brasil e sua Relação Com o Turismo de Eventos” aponta que os crimes ocorrem foram do denominado “eixo turístico cultural” da cidade, correspondentes às zonas Central e Oeste.
“As regiões mais violentas da cidade são respectivamente: Zona Norte (24,7% em 2011; e 28,3% em 2012); Zona Leste (21, 4% em 2011; e 26,9% em 2012); Zona Sul (24,7% em 2011; e 17,7% em 2012); Zona Oeste (11% em 2011; e 9,9% em 2012); e a Zona Central (8,8% em 2011; e 7,8% em 2012)”, detalha trecho da pesquisa.
O estudo dos professores Thadeu Brandão e Jean Henrique faz a ressalva que a incidência de assassinatos no eixo turístico cultural “mal chegam a 20% (2011) e a 18% (2012). Importa apontar que mesmo aparecendo certo gradiente de homicídios, estes dizem respeito às regiões limítrofes (bairros fronteiriços) destas zonas.”
Segundo a pesquisa, a espacialidade da dinâmica homicida de Mossoró mostra que os bairros mais afetados pela dinâmica homicida são aqueles com maior caracterização de segregação sócio-espacial, ou seja, os periféricos.
Se referindo às áreas do Abolição, Aeroporto, Barrocas, Dom Jaime Câmara e Santo Antônio com partes de população mais carente, o estudo traz que além desse perfil básico da vítima homicida, segue o que ocorre no restante do Brasil: homens jovens, negros/pardos, moradores de periferias e com baixa escolaridade.
“A maior parte dos homicídios, não solucionados, são creditados ao ‘tráfico de drogas’. A maior parte tem perfil de execução ou vingança”, avalia outro trecho do levantamento. “Percebe-se, pois, que as ocorrências de homicídios se espacializam em áreas com baixa luminosidade espacial, implicando que, em termos de relação entre turismo e segurança pública, termina por não coincidir os espaços de circulação de visitantes com os espaços da violência homicida”, acrescenta outro trecho.

Política de turismo

Em meio à violência homicida em Mossoró, o estudo sugere que “uma política de turismo deverá considerar, pois, as assimetrias espaciais vigentes na dinâmica territorial mossoroense, de modo a se mapear as áreas de maior vulnerabilidade socioespacial e traçar os pontos principais de atratividade turística”, ao fazer a ressalva que tal política de turismo deverá estar atrelada a uma política geral de investimentos em segurança e de inclusão social, de modo a, respectivamente, controlar e prevenir certas ocorrências homicidas ou mesmo de pequenos furtos.

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