Sobre o autor


Thadeu de Sousa Brandão

Sociólogo, Mestre e Doutor em Ciências Sociais pela UFRN. Professor Adjunto de Sociologia da UFERSA e do Mestrado Acadêmico Interdisciplinar em "Cognição, Tecnologias e Instituições" (CCSAH/UFERSA) - (Nota 4 CAPES). Líder do grupo de Pesquisa "Observatório da Violência do RN". Autor de "Atrás das Grades: habitus e interação social no sistema prisional", "A Senhora do Sertão: a Festa de Sant'Ana de Caicó" e co-autor de "Rastros de Pólvora: Metadados 2015" e de "Observatório Potiguar 2016: Mapa da Violência do RN". Apresentador do Programa Observador Político da TV Mossoró e 93FM. Colunista do Jornal O Mossoroense.

Política, Sociologia, Ciência, Cultura e Filosofia. Blog criado em 22 de Outubro de 2012 e organizado por Thadeu de Sousa Brandão.

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terça-feira, 6 de setembro de 2016

OBVIO citado em reportagem da BBC Brasil sobre violência contra a mulher

'Quando os filhos acordaram, a mãe estava morta': alta de assassinatos de mulheres preocupa Rio Grande do Norte

"Pa, pa, pa, pa". O som dos tiros que mataram a diarista Mykaella Ruanna Fagundes, 21, no Rio Grande do Norte, é repetido pelo filho dela - órfão aos três anos. "Ele estava na hora que aconteceu (o crime)", diz uma parente da vítima à BBC Brasil. "E sabe que a mãe não volta".
Assim como Mykaella, outras vítimas, como Ana D'Ávila, 47, Roberta, 35, Josefa, 41, Franciscris, 24, Naiara, 18, Diana, 21, Edinete, 37, Emilia, 28, Socorro, 37 e Elidiane, 25, também não voltam. As 11 foram assassinadas em agosto.
Além de terem ocorrido no mesmo mês, os casos chamam atenção por uma característica comum: todos possuem marcas de "feminicídio" - assassinatos com características de crime passional, violência doméstica ou de gênero e que dispararam no Rio Grande do Norte neste ano.
De janeiro a agosto, dos 67 homicídios de mulheres no Estado, 38,8% foram enquadrados nessa categoria - com suspeita de participação de companheiros ou ex-companheiros.
Segundo dados do Observatório da Violência Letal Intencional (Obvio), grupo de Pesquisa da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), a proporção foi quase duas vezes maior do que em igual período de 2014 e 2015.

'Não podemos deixar passar'

Não é de hoje, porém, que as estatísticas de morte avançam.
O Rio Grande do Norte ostentava, em 2004, a menor taxa de homicídios por 100 mil mulheres no Brasil (1,4%). O indicador, no entanto, mais que quadruplicou em 10 anos, chegando a 6% em 2014 - a 11ª posição no país.
De acordo com o Atlas da Violência 2016, publicado em março pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o ritmo de crescimento chegou a 328,57%, o maior entre os Estados e regiões brasileiras nesse período.
"A situação chegou a um ponto que não podemos deixar passar", postou a Frente Feminista de Natal, capital do Estado, em uma convocação no Facebook por estratégias que permitam frear a violência.
Apesar disso, especialistas apontam que a tendência é que os crimes sigam aumentando.
Para o consultor em políticas públicas de segurança Ivenio Hermes e o sociólogo Thadeu Brandão, coordenadores do Obvio, "o braço protetor do Estado não alcança os rincões mais distantes". Na visão deles, "faltam ações estruturantes do poder público estadual para criar meios eficazes de proteção às mulheres em risco".
Eles afirmam ainda que há casos subnotificados e estrutura de atendimento insuficiente, como a quantidade de delegacias específicas - há cinco - e a falta de plantões noturnos e aos finais de semana, quando muitos desses crimes ocorrem. 

Para ver a reportagem na íntegra, clique AQUI.

 

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