Sobre o autor


Thadeu de Sousa Brandão

Sociólogo, Mestre e Doutor em Ciências Sociais pela UFRN. Professor Adjunto de Sociologia da UFERSA e do Mestrado Acadêmico Interdisciplinar em "Cognição, Tecnologias e Instituições" (CCSAH/UFERSA) - (Nota 4 CAPES). Líder do grupo de Pesquisa "Observatório da Violência do RN". Autor de "Atrás das Grades: habitus e interação social no sistema prisional", "A Senhora do Sertão: a Festa de Sant'Ana de Caicó" e co-autor de "Rastros de Pólvora: Metadados 2015" e de "Observatório Potiguar 2016: Mapa da Violência do RN". Apresentador do Programa Observador Político da TV Mossoró e 93FM. Colunista do Jornal O Mossoroense.

Política, Sociologia, Ciência, Cultura e Filosofia. Blog criado em 22 de Outubro de 2012 e organizado por Thadeu de Sousa Brandão.

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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Mossoró entregue ao lixo e às moscas

Por Thadeu Brandão.


Não é praga bíblica, embora o cenário esteja a se aproximar disto. Mossoró, com cerca de 290 mil habitantes, segunda cidade do Rio Grande do Norte, "metrópole do futuro", está lotada de lixo não recolhido há quase uma semana. Pior, com o lixo, a praga bíblica das moscas se torna uma realidade. O calor do verão faz com que os pequenos insetos se multipliquem aos bilhões, no lixo abandonado pela Prefeitura Municipal.

Já não bastasse a acefalia política, a atual gestão da PMM legará a Mossoró a acefalia administrativa até nos mais importantes e obrigatórios serviços que, constitucionalmente, uma prefeitura deve realizar. Não é a toa que o IPTU, Imposto Predial e Territorial Urbano, vem com uma generosa cobrança de "taxa de lixo". Pior: a PMM fez um aditivo de contrato de mais de 12 milhões de reais para a gorda e milionária coleta de lixo local. Para onde foram esses recursos se, como alega o Sindicato dos Garis, os trabalhadores ainda não receberam seu sagrado salário de novembro?

Lixo e moscas, eis o derradeiro legado de Silveira Júnior à Mossoró. Agora nos habituaremos a fedentina e as várias doenças de países em desmantelo, guerra civil ou desastres estão acostumados. Legados à catástrofe do "silveirismo", nos restou, como um popular um dia falou com imensa verdade durante a campanha deste ano, "pior que as pragas do Egito". Se o rio Mossoró não virou sangue, parece que elas começaram: foi com as moscas.

Enquanto isso, Ministério Público e Justiça silenciam-se, talvez por que, no alto de seus apartamentos, as moscas ainda não se fizeram sentir. Nós, aqui em baixo, já estamos a aguardar a próxima praga bíblica...

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