sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Robinson Faria: os desastres políticos-administrativos e a esfera privada

Por Thadeu Brandão.



Nos últimos anos, acompanhei com certo estupor e variada dose de indignação, vários agentes públicos e políticos serem achincalhados, cerceados, ofendidos e agredidos quando em atividades privadas ou, mesmo, em seara absolutamente privada.

Não é novidade no mundo da Modernidade Líquida, nos alertaria Zygmunt Bauman, onde a vida pessoal e privada do agente público e político torna-se mais importante, nos meios divulgadores da fofoca e do sadismo alheio principalmente. Mesmo assim, política, ação que se realiza tão somente no espaço público, perde cada vez mais sua republicanidade (da arte de continuar sendo "coisa pública") no gozo do achincalhamento privado.

Na esfera nacional, vimos ano passado vários ministro da ex-presidente Dilma sofrerem tais agressões. Aqui na Taba, Rosalba Carlini, enquanto governadora do RN, teve sua casa cercada por manifestantes. Os exemplos são muitos e, como todo mal indelével, ataca todas as matizes políticas.

A bola da vez é o perdido e tragicômico (enquanto governador e gestor, obviamente) Robinson Faria. Diante da realização de uma festa privada de uma filha sua, onde uma cantora sertaneja de cachê multimilionário iria tocar (ou irá, não me interessa), a grita e o escancaramento do fato, as formas agressivas do trato, a violência das críticas (pessoais) aparecem.

Erra o governador, obviamente, enquanto agente público, fazer tal gozo e exposição de dinheiro e poder, em um momento onde nem mesmo as contas básicas do Estado são honradas. Erra o político Robinson Faria por falta de tato e compreensão de uma questão. O que mostra que ele está perdido política e administrativamente. O que não nos dá o direito de cercear sua esfera privada. Quanto a este caso, erra quem a utiliza como arma. Como erraram e continuam a errar quem o faz com qualquer outro agente público.

Quanto ao governador homem-público, dou a ele o conselho de Maquiavel. Livre-se dos puxa-sacos e babões. Avisei a Silveira (seu compadre político em Mossoró) há dois anos. Quem avisa, amigo (esfera pública) é.

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