segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Adeus a Zygmunt Bauman

Por Thadeu Brandão.



Comecei a lê-lo ano passado. Até então, não gostava do modismo da “liquidez”, eu, velho weberiano. O fato de sua bem querência por vários “intelectuais de mídia” me afastava mais ainda de sua obra.
Até que, um belo dia de solidão, deparei-me com a “Modernidade Líquida” e uma crítica bem feita da mesma. Li de um fôlego só. Fichando-a, como sempre faço. Vi a solidez de um grande ensaio sociológico. Vi a leveza de um texto que dialoga com todas as fontes sem deixá-las atravancar o pensamento.
Tornei-me um leitor assíduo do mestre polonês. Estou em sua quinta obra, que dialoga comigo (sociólogo por vocação) e com tantos outros também.
Por causa de Bauman (e de Zizek também), redescobri que há ciência social criativa pós Bourdieu, Foucault e Lévi-Strauss.
O que dizer de homenagens a ele? A melhor homenagem: tornei-me um interlocutor e uso-o em minhas aulas e reflexões. Meus alunos são testemunhas disso.
Ao grande colega (honradamente ouso dizer) sociólogo Zygmunt Bauman, meu adeus presente, com seus textos em mãos e sua vitalidade na alma.

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