Sobre o autor


Thadeu de Sousa Brandão

Sociólogo, Mestre e Doutor em Ciências Sociais pela UFRN. Professor Adjunto de Sociologia da UFERSA e do Mestrado Acadêmico Interdisciplinar em "Cognição, Tecnologias e Instituições" (CCSAH/UFERSA) - (Nota 4 CAPES). Líder do grupo de Pesquisa "Observatório da Violência do RN". Autor de "Atrás das Grades: habitus e interação social no sistema prisional", "A Senhora do Sertão: a Festa de Sant'Ana de Caicó" e co-autor de "Rastros de Pólvora: Metadados 2015" e de "Observatório Potiguar 2016: Mapa da Violência do RN". Apresentador do Programa Observador Político da TV Mossoró e 93FM. Colunista do Jornal O Mossoroense.

Política, Sociologia, Ciência, Cultura e Filosofia. Blog criado em 22 de Outubro de 2012 e organizado por Thadeu de Sousa Brandão.

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terça-feira, 7 de março de 2017

OBVIO/RN divulga seu novo boletim mensal

Cadeias de Suscetibilidades

A mortandade que suscetibiliza potiguares, residentes, passantes e visitantes do Rio Grande do Norte atinge fatalmente o turismo, a capacidade captação de investimentos, o comércio e a indústria, provocando o desemprego que é um dos veios de alimentação da criminalidade. Cegos a esta realidade, gestores tentam culpar seguimentos do crime organizado pela sua própria incapacidade de gerir soluções para a criminalidade local e atraindo a criminalidade de outros estados.

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Dentre as macrocausas que afetam a dinâmica da violência estão os crimes de mando, a violência interpessoal provocada pela ausência do Estado, os crimes oriundos do tráfico de drogas e a ausência de controle do sistema prisional. Não existem políticas públicas de segurança e nem metas de redução definidas pelo estado, que somente adota postura reativa e recorre ao governo federal para resolver problemas que foram diagnosticados em gestões anteriores e/ou no início da gestão atual.
A reatividade e o conformismo da gestão de segurança pública afeta a Polícia Civil que sofre com a sobrecarga de investigações, diminuindo sua capacidade de reduzir a impunidade e tendo que privilegiar casos de maior clamor público e midiático. Também afeta a Polícia Militar, que cada vez mais sucateada, sofre com o mau emprego de seu efetivo, a mortandade em suas fileiras e a reatividade de seus policiais, que acuados, respondem com força letal cada vez mais nos embates policiais.
O Instituto Técnico de Perícia continua operando sob as mesmas condições de insalubridade e falta de equipamentos e estrutura para melhor produzirem provas. A imagem de Marcelino Neto que ilustra nossa capa desse mês, mostra agentes, policiais e peritos trabalhando na madrugada, com poucos recursos e que muitas vezes são próprios, para não perder nenhum vestígio que possa ajudar a elucidar um crime. Quanto maiores e mais frequentes são os números de casos letais, menor fica a capacidade de respostas positivas de qualquer órgão de segurança pública que não vê renovação de seus quadros e nem valorização de seu capital humano há anos.

OBVIO CAPA ED 08

O carnaval violento, as mortes de Alcaçuz, os assassinatos de policiais, as chacinas frequentes e o aumento do número de crimes de encomenda alimentam cadeias de suscetibilidades que atingem a todos, dentro e fora dos órgãos de polícia, levando a crer que não parece existir perspectivas de melhorias nesse cenário de violência iniciado em 2016 e continuado em 2017.
O Rio Grande do Norte, no que pertine à segurança pública, se tornou num Rio Grande de Morte, sem rumo e sem sorte.
Link para acesso e download do relatório http://bit.ly/ObvioMar17

OBVIO - Observatório da Violência Letal Intencional do Rio Grande do Norte.

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