Sobre o autor


Thadeu de Sousa Brandão

Sociólogo, Mestre e Doutor em Ciências Sociais pela UFRN. Professor Adjunto de Sociologia da UFERSA e do Mestrado Acadêmico Interdisciplinar em "Cognição, Tecnologias e Instituições" (CCSAH/UFERSA) - (Nota 4 CAPES). Líder do grupo de Pesquisa "Observatório da Violência do RN". Autor de "Atrás das Grades: habitus e interação social no sistema prisional", "A Senhora do Sertão: a Festa de Sant'Ana de Caicó" e co-autor de "Rastros de Pólvora: Metadados 2015" e de "Observatório Potiguar 2016: Mapa da Violência do RN". Apresentador do Programa Observador Político da TV Mossoró e 93FM. Colunista do Jornal O Mossoroense.

Política, Sociologia, Ciência, Cultura e Filosofia. Blog criado em 22 de Outubro de 2012 e organizado por Thadeu de Sousa Brandão.

Siga nossa página no Facebook: https://www.facebook.com/profthadeubrandao/

Contato, críticas, sugestões e artigos: thadeubrandao@bol.com.br

segunda-feira, 5 de junho de 2017

OBVIO Lança o 11º Boletim Mensal: Mosaico de Faces e Dores.

Editorial do 11º Boletim Mensal OBVIO
Mosaico de Faces e Dores.
Há quem busque justificar a escalada crescente de mortes violentas no Rio Grande do Norte relacionando-as ao tráfico de drogas e outros crimes. De fato, é muito fácil que num estado onde a resolutividade na investigação de homicídios é menor que 10%, a vítima seja culpada pela própria morte, e pior, seus familiares que ficam vivos, tenham que arcar com a dor da perda ampliada, desse modo, pela dor de uma culpa que não lhes pertence.
Não podemos ser partidários de políticas transfiram a culpa de um executivo tardio em agir para a própria população a quem deveria garantir o direito constitucional à segurança. A paz que tanto queremos começa na atitude de cada gestor de assumir a própria incapacidade de agir, e talvez assim, ser humilde o suficiente para buscar congregar esforços direcionados para gerir estratégias que se efetivem em soluções a médio e longo prazo, afinal, faltam apenas 19 meses para a conclusão da atual gestão estadual.

Vivemos uma realidade dura, mas não deixemos que as paixões institucionais, as políticas partidárias, as críticas pela crítica, o revanchismo ou qualquer sentimento menos nobre norteie a capacidade que todos temos de contribuir para uma mudança nesse quadro atual.
Os rostos de 1.030 vítimas podem ser esquecidos facilmente pelas estatísticas frias, mas os parentes e amigos dessas vítimas não têm paz e sofrem ao pensar em suas perdas.
Nada justifica uma vida ceifada, nada justifica o mosaico de dor e morte que cada face vai formando no mapa da violência do Rio Grande do Norte.
Clique aqui para acessar a publicação na íntegra http://bit.ly/ObvMai17

Nenhum comentário:

Postar um comentário